Quinta-feira, 6 de Setembro de 2007

"Não seria apropriado voltar à Selecção"

Filipe Santos é o capitão do hexacampeão português e, na entrevista, fala da sua carreira no F.C.Porto, da participação portuguesa em Montreaux e explica, um pouco mais, sobre o que consiste a escola do OK4U.

 

O ano passado o F.C.Porto atingiu uma meta histórica no hóquei em patins. Que sentimentos invadiu a equipa no final dos 5-0 impostos ao Benfica, em Fãnzeres?

É  sempre uma grande felicidade ganhar  um campeonato nacional, mas o facto de sermos hexacampeões fez com que nos sentíssemos especiais pois estávamos a bater um recorde, algo que é histórico.

 

O que é ser capitão do hexacampeão português?

É fantástico e relativamente fácil pois o grupo é excelente e cada um sabe perfeitamente qual é o seu papel, tendo sempre a ajuda dos mais velhos, principalmente na integração de novos elementos .

 

Qual o segredo para todo o sucesso que alcançaram?
Temos muita ambição, orgulhamos-nos das vitórias e sofremos com as derrotas deste clube. O facto do núcleo duro se ter mantido também é importante.

 

Quais as ambições de um clube como o F.C.Porto?

É ganhar sempre mais.

 

Com as saídas do Pedro Gil e do Reinaldo Mallea, o Porto está mais fraco?

Só o futuro o dirá mas penso que conseguimos 2 boas aquisições, com o Caio e o André, que de certeza vão tentar fazer "esquecer" os 2 excelentes jogadores, de categoria mundial, que saíram.

 

Na tua opinião, este ano o campeonato vai ser mais equilibrado?

Penso que será ao nível do ano passado, equilibrado.

 

O ano passado o campeonato correu-vos bem, mas na Taça de Portugal perderam um jogo que à partida ninguém vos dava como derrotados. Foi uma frustração essa competição?

Claro que sim, mas também estamos preparados para as derrotas e temos a consciência que não há equipas invencíveis.

 

O Porto voltou a perder com o Barcelona na Liga dos Campeões, mas desta vez com um erro infantil no prolongamento. Que sentimentos te passaram pela alma no fim do desafio?

É o sentimento que estamos perto, mais uma vez,  mas não conseguimos atingir o objectivo final. É uma desilusão.

 

Com certeza um dos momentos mais esperados do hóquei portista é voltar a jogar
num pavilhão próprio. Acreditas que quando isso acontecer, ainda se tornarão
mais fortes?

Apesar de se ter criado um grande espírito e união em Fânzeres  estamos muito ansiosos por voltar a casa e sentimos saudade de estar com a família Dragão. Penso que seremos mais felizes porque estamos no que é nosso.

 

Os Super Dragões têm para o público em geral uma má fama. No entanto, a claque é
uma das vossas maiores apoiantes. Como é a vossa relação?

Sem dúvida que estamos muito gratos do seu apoio e têm-nos ajudado muito, não só em Fânzeres como fora de casa, mas penso que também temos contribuído para isso, com vitórias. A nossa relação é muito próxima.

 

Que comentário fazes à participação portuguesa no Mundial de Montreaux?

Desastrosa.

 

Nem o mais pessimista dos portugueses esperava que a campanha portuguesa fosse
tão desastrosa. O que faltou à equipa para atingir uma classificação mais
digna?

Tranquilidade e ambição.

 

A que se deveu a tua exclusão da Selecção Nacional?

Tinha como meta para deixar a selecção o Mundial  2005, nessa altura e ainda sem saber quais as razões, apesar de considerar ter feito uma das melhores épocas da minha carreira , o seleccionador de  então não me convocou e desta forma, como já tinha a ideia de acabar nessa altura, dei como finalizada a minha participação na selecção nacional.

 

Estás disponível para voltar a representar a selecção?

Visto que a minha saída foi anunciada, e até houve uma pequena homenagem pelos serviços prestados com a camisola das quinas, não seria apropriado voltar.

 

Qual a avaliação que fazes ao hóquei português actual?

Penso que é preciso trabalhar muito ao nível da formação e os jovens de hoje têm que ter mais ambição, espírito de sacrifício e prazer em jogar .

 

Concordas com as alterações nas regras de jogo da modalidade?

Algumas sim, outras não. Mas o que é de salientar,  mais uma  vez, é que  se criam regras sem se consultar os maiores intervenientes no jogo,  jogadores e treinadores.

 

Quais os melhores momentos da tua carreira?

Felizmente consegui  amealhar vários êxitos, mas não me posso esquecer os 2 Campeonatos do Mundo, 2 Europeus e  os  campeonatos nacionais com a camisola do meu clube, culminando no hexacampeonato.

 

Criaste a equipa do "Ok4u". Explica em que consiste e quais os seus objectivos.

Este projecto, OK4U, não foi iniciado por mim, mas sim pelos meus dois sócios, Adelina Barbosa - coordenadora do projecto e João Lapo, que, como eu, somos responsáveis pela parte do hóquei em patins. Este verão foi o terceiro ano que realizamos e excedeu as
expectativas, pois tivemos que fechar as inscrições um mês antes de começar o campo de férias.

O OK4U é um campo de férias direccionado para hoquistas de ambos os sexos, com muitas actividades extras, como por exemplo: paintball, equitação, tiro com arco, aeromodelismo, capoeira,etc e alguma formação no âmbito da psicologia, nutrição, podologia, fisioterapia e até mini curso de suporte básico de vida, além de colóquios com atletas de alta competição ligados à modalidade.

 

 

r

 

Álvaro Gonçalves

 

 


publicado por Álvaro Gonçalves às 15:52
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