Terça-feira, 4 de Setembro de 2007

"Ainda irão ouvir falar no meu nome outra vez"

Bruno Aguiar joga, actualmente, na Escócia. Com passagens pelo Gil Vicente, Alverca e Benfica, onde foi campeão nacional, o jogador português perdeu espaço espaço no plantel encarnado, tendo optado por uma carreira além fronteiras.

Apostado em continuar lá por fora, garante que, ainda, irá dar que falar.

Como está a correr a aventura escocesa?

Esta a correr bem. É uma nova vida que me permitiu começar a ver muitas coisas de outra forma.

Foi difícil a adaptação à Escócia?

 Pensei que iria ser mais difícil. Mas quando se emigra e se começa logo a fazer aquilo que se mais gosta, jogar regularmente, as coisas tornam-se mais fáceis. Fora do futebol, a cidade é muito acolhedora, as pessoas são simpáticas e a vida muito tranquila. Tudo factores que eu aprecio e fazem parte da minha forma de estar.

Quais as diferenças entre o estilo de vida escocês e português?
 

Na escócia tenho um estilo de vida mais caseiro. Faz muito frio e raramente se vê o sol (risos) e isso faz com que me sinta muito bem em casa, na internet e a ver televisão portuguesa.

Porque decidiste emigrar?

Há alturas na vida em que temos de tomar opções. A nossa carreira é curta e temos de pensar no nosso futuro. O que me fez emigrar foi, sem sombra de dúvidas, por questões financeiras e porque para jogar em Portugal só queria jogar no Benfica. Nessa altura isso não acontecia com regularidade e, como ainda tinha mais três anos de contrato, decidi rescindir por vontade própria.

Não achas que a ida para o Hearts te fez "desaparecer" do público português?

Não tenho bem essa nocao, mas é óbvio que sim. O futebol escocês nunca passa na televisão portuguesa e é normal que o meu nome tenha desaparecido um pouco. Mas ainda irão ouvir falar no meu nome outra vez, tenho esse pressentimento e essa vontade.

A ideia que há é que na Escócia o Celtic e o Rangers são os "reis" do futebol.
 Essa ideia é verdadeira?

O Celtic e o Rangers sao os clubes que têm melhores condicoes, tal como Benfica, Sporting e Porto. Mas o Hearts está a conseguir meter-se na luta. Iremos fazer todos os possíveis para continuar a lutar com eles. No primeiro ano que cheguei ao Hearts ficamos em 2º lugar, à frente do Rangers e ganhámos a Taça, coisa que penso que nunca tinha acontecido.

Quais os objectivos do Hearts esta temporada?

 Os objectivos do Hearts passam por andar nos lugares cimeiros do campeonato e ir à final da taça e ganhar, claro.

Na Escócia os clubes também vivem acima das suas possibilidades, como em Portugal?

 Sinceramente nao sei. Até agora ainda não surgiram problemas como os que têm surgido em Portugal: salários em atraso, dívidas ao Estado e segurança social, etc.

Quais as diferenças entre o futebol escocês e o português?
 

O futebol em si. Na Escócia é mais competitivo e os jogadores jogam todos nos limites.

Pretendes regressar a Portugal, ou experimentar outro futebol?

Para já nao me passa pela cabeca regressar. Tenho mais 2 anos de contrato com o Hearts e tenho recebido alguns convites do estrangeiro. Quero continuar pelo estrangeiro.

Quais os teus objectivos futuros?

Ganhar títulos, jogar regularmente e continuar a ser feliz no clube onde estiver.

Qual foi a sensação de ser campeão no Benfica, após 11 anos sem conquistar o campeonato?

A melhor de sempre. Quando fui campeão de juniores pelo Benfica em 99/00, o Benfica também já nao era campeão há 11 anos. A última equipa que tinha conquistado o campeonato era a equipa do Rui Costa. Em 2004/2005 voltei a ser campeão pelo Benfica, o qual também já não era campeão há 11 anos e também tinha sido a equipa do Rui Costa a última a tornar-se campea (risos). Foi um episódio muito engraçado e de que me orgulho porque o Rui Costa era o meu ídolo de infância.
No entanto, ter sido campeão pelo Benfica foi, de longe, o momento mais feliz que passei no futebol. Ser campeão por algum clube deve ser lindo, mas pelo Benfica é extraordinário e só quem passa por isso é que sabe.

Qual o treinador que mais te marcou até hoje?

Do Mourinho é fácil falar, pois aquando da sua passagem pelo Benfica ajudou-me muito. Chamou-me para os seniores e renovou-me o contrato por 5 anos.
Mas quem mas quem merece o meu destaque é o mister José Couceiro, que tem sido um treinador sem sorte mas que merecia tê-la. Como homem é, de longe, o melhor treinador que já tive. Foi importantíssimo para mim nos 2 anos que estive emprestado ao Alverca. Evoluí muito como jogador graças a ele. Motivava-me de uma tal maneira que foram 2 excelentes épocas a nível pessoal mesmo com muito problemas à mistura.Volto a dizer, José Couceiro merecia melhor sorte.

Como avalias o futebol português?

Este é um ano importante para o futebol português. Saíram jogadores importantes dos 3 clubes e reforçaram-se muito, com jovens jogadores, ainda, desconhecidos do público. Vamos esperar para ver como ficam as equipas, esperando que a competividade alcançada nas últimas temporadas não se perca. Também temos uma nova competição que ainda não sabemos se terá sucesso. Acho que o Futebol Português tem melhorado e encontra-se numa fase importante onde não pode baixar o ritmo. Temos 3 equipas na Liga dos Campeões e 4 na Taça UEFA.


Em quem apostas para campeão esta temporada?

Vai ser um campeonato muito competitivo, sinceramente não sei. Espero que o Benfica (risos).

Álvaro Gonçalves





 


 


 

 


 


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



publicado por Álvaro Gonçalves às 17:48
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