Quinta-feira, 22 de Maio de 2008

Requalificação do Centro Urbano de Fão em Debate

 

 

Decorreu hoje na Pousada da Juventude Foz do Cávado um debate público com o tema "O Centro Urbano de Fão - Reabilitação, Reanimação, Revitalização", organizado pela a "Assobio" ( Associação de Defesa e Valorização do Ambiente e do Património".

Joaquim Peixoto, moderador do debate, fez uma pequena introdução ao tema e logo aí se chegou à conclusão da principal solução para o problema em questão, as associações fangueiras têm de se juntar para dinamizar e revitalizar Fão. " Só se os fangueiros todos se juntarem pela bandeira de Fão, sem guerras partidárias, é que é possível reanimar Fão" - disse o moderador.

O orador Joaquim Barreira, da ADERE - Soajo (Associação para o Desenvolvimento da Região do Soajo), fez uma apresentação multimédia das casas antigas que foram restauradas em Soajo e que agora se enquadram no conceito de "Turismo de Aldeia", o que leva a um maior número de visitas à localidade.

O arquitecto responsável por essas requalificações, Oliveira Martins, referiu que aquando da recuperação das habitações, houve o cuidado de respeitar o pré-existente no interior da casa e não de mudar completamente o simbolismo do interior. Para além disso, afirmou que recuperar uma habitação é quase o mesmo preço que construi-la de novo.

Rosa Cortez, engenheira da CCDRN (Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte), referiu que não é possível a candidatura de Fão aos  concursos de requalificação urbana porque como não é sede de concelho nem tem um mínimo de 8.000 eleitores, a candidatura não iria cumprir os requisitos exigidos. Porém, a engenheira deixou em aberto uma possível existência futura de um concurso em que Fão possa tentar concorrer. Mas, ao mesmo tempo, avisou que terá de haver uma parceria entre as diversas instituições da terra para haver sucesso e caso fosse conseguida uma operação de recuperação do centro histórico, com certeza que iria haver um desenvolvimento económico, social e cultural em Fão. A terminar o discurso, repetiu a ideia, "A terra vai para a frente se toda a gente lutar por um objectivo comum".

No final, para alguns dos presentes, as expectativas não foram superadas porque, segundo a opinião de um espectador, os convidados não conheciam muito bem a realidade de Fão e que por isso o tema foi demasiado geral. Rosa Cortez, em resposta a essa "acusação" disse que "as pessoas não sabem o que querem" e que "é preciso passar dos discursos aos actos" e deixou um apelo aos fangueiros, "organizem-se".

A certa altura do debate, o presidente da Junta de Freguesia de Fão, José Artur Marinho, acusou as pessoas de colocarem a culpa sempre para cima da Junta e criticou alguns fangueiros dizendo que "há muitos fangueiros que falam mas que ainda não fizeram nada pela terra" e concluiu afirmando que "se muitos fangueiros fizessem tanto como eu por Fão, isto estaria certamente melhor".

Para concluir o debate, Luis Tavares Pereira, vice-presidente do Conselho Directivo Regional do Norte da Ordem dos Arquitectos, pediu para os habitantes de Fão não menosprezarem a capacidade de união de forma a conseguirem com sucesso a reabilitação de Fão.

 

 

 

Álvaro Gonçalves

 

 

 

 

publicado por Álvaro Gonçalves às 20:31
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