Sexta-feira, 16 de Maio de 2008

Jornais de papel em risco de extinção?

José Vítor Malheiros, Daniel Catalão (moderador) e Benjamim Mendes Júnior

 

 

Um dos fundadores da "Sapo" e um jornalista do "Público" afirmaram hoje, no encerramento das III Jornadas de Comunicação do ISLA, que o futuro do jornalismo passa pela internet e que os jornais em papel correm sérios riscos de desaparecerem.

 

Benjamim Mendes Júnior, um dos fundadores da "Sapo", e José Vítor Malheiros, jornalista do "Público Online" abordaram nas jornadas de comunicação a actualidade jornalística e qual o caminho a seguir no futuro.

Para o jornalista, "os jornais são uma espécie em risco de extinção". José Vítor Malheiros afirmou que só não está convencido disso quem não olha para os número porque, segundo as estatísticas, o número de jornais diminuiu, o de leitores também e, como consequência, as facturações de publicidade também baixaram. No entanto, fez questão de referir que não é verdade quando acusam os jovens de lerem menos ou de lerem menos notícias pois a realidade é que a informação agora é procurada na internet e cada vez mais pessoas têm acesso a ela.

Ambos os oradores concordaram que os valores dos negócios dos jornais em papel e dos online são o oposto porque, na opinião deles, os de papel têm vindo a decrescer ao passo que os de online têm vindo a aumentar. Perante os factos, o jornalista concluiu que "o jornal de papel não faz sentido à velocidade que as coisas aparecem".

Benjamim Mendes Júnior e José Vítor Malheiros continuaram em sintonia no que diz respeito ao futuro. Na opinião deles, quando o online substituir o papel, o primeiro vai-se sustentar essencialmente da publicidade.

Em relação ao presente, o papel e o online complementam-se, mas para Malheiros há ferramentas na internet que podem ser prejudiciais à venda dos jornais em papel. O facto de na internet ser possível saber quais as notícias mais lidas, pode condicionar a escolha do tipo de novidades que, neste caso, o "Público" escreve. Isso é perigoso porque leva a que o editor do jornal queira agradar às pessoas para vender mais e coloque "a função do jornalismo de lado", disse José Vítor Malheiros.

Quando foi colocada a hipótese dos jornais em papel não acabarem, ele respondeu que "é impossível regressar ao paradigma de que há um ou dois jornais de preferência". 

Benjamim Júnior realçou ainda que todas estas mudanças só são possíveis porque, na internet, o conceito de utilizador sofreu várias alterações e que actualmente os serviços disponíveis na web são não só para o utilizador mas também para as comunidades, visto que é gigantesco o número de acessos diários à internet. 

 

 

Benjamim Mendes Júnior durante a apresentação

 

Álvaro Gonçalves

publicado por Álvaro Gonçalves às 19:32
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