Quarta-feira, 19 de Dezembro de 2007

"Vamos voltar a ser o 4º grande de Portugal"

 

 

Jorge Ribeiro é fruto das escolas do Benfica. No entanto pouco tempo esteve nos seniores do clube da Luz. Clube e jogador optaram por seguir caminhos diferentes e depois dos encarnados o atleta já representou vários emblemas. Santa Clara, Varzim, Gil Vicente, Dínamo de Moscovo, Málaga, Desportivo das Aves e, mais recentemente, Boavista são os clubes que já tiveram Jorge Ribeiro nas suas fileiras.

 

Como caracterizas o campeonato decorrido até agora?
Penso que tem sido bastante competitivo. Começamos com alguns problemas mas penso estarmos neste momento a voltar ao nosso melhor. Como sabes, o Boavista teve alguma instabilidade durante esta época a vários níveis mas penso que são situações que estão totalmente ultrapassadas.
Normalmente depois do Natal há equipas que melhoram a prestação e outras que desiludem. Isso voltará a acontecer este ano?
Provavelmente sim, com a sobrecarga de competições, seja a nível interno como a nível internacional, só as equipas com boa capacidade física conseguem ter sucesso.
Porque é que o Boavista não consegue voltar a ser a equipa que lutava todos os anos por um lugar na UEFA, no mínimo?
O Boavista éum histórico do nosso campeonato, penso que atravessa uma fase menos boa, mas com o apoio de todos vamos voltar a ser o 4º grande nacional.
No entanto a época a nível pessoal, não te tem corrido tão mal. Foste considerado o jogador do mês de Novembro pelo Sindicato. O que representa para ti este prémio?
É importante, significa o reconhecimento do nosso trabalho. Tenho treinado bem e as coisas têm saido bem. Penso puder melhorar bastante até ao final da época mas, mais uma vez digo, o importante é o Boavista enquanto grupo e não os prémios pessoais.
Esperas dar um salto maior na carreira no final da época?
Não sei, sinto-me bem neste momento no Boavista, os adeptos acarinham-me bastante. Nesta altura estou totalmente e só concentrado em ajudar o Boavista.
És fruto das camadas jovens do Benfica. Sentes-te mais um jogador desperdiçado pelo Benfica como aconteceu com muitos outros?
Não, o Benfica tomou a opção que lhe pareceu mais correcta na altura. Podemos concordar ou não mas temos que respeitar a grande instituição que é o S.L.Benfica.
Sentes que merecias uma oportunidade para te mostrares no Benfica e que ela não te foi dada?
Não quero falar disso nesta fase, sinto-me bem e não guardo ressentimentos de ninguém. Estou a jogar bem e a conseguir ajudar o clube que represento neste momento. Isso é o mais importante.
Saíste triste do Benfica. Encaras a possibilidade de um dia voltares a ser jogador do clube?
Nunca fechei nenhuma porta, não sei como será o meu futuro, mas penso que seja difícil essa situação acontecer. No entanto, como profissional de futebol estou pronto para qualquer situação.
Após a saída do Benfica jogaste em clubes que lutam por outros objectivos na liga. Que importância essas épocas tiveram no teu desenvolvimento como jogador?
Tal como já referi sou profissional e represento os clubes da melhor forma que sei e consigo. O facto de ter jogado para outros objectivos fez-me ver, também, as dificuldade que os chamados pequenos clubes atravessam no nosso campeonato.
Fizeste parte do grupo de jogadores que se aventurou no futebol russo. Quais as diferenças entre o campeonato russo e o português?
É um campeonato bem menos competitivo que o nosso, mas a massa adepta é bastante apaixonada pelo futebol e isso é importante em qualquer país do mundo.
O Dínamo de Moscovo contratou muitos bons jogadores, o Maniche, o Costinha, o Seitaridis, o Derlei, entre outros. Porque é que os resultados nunca apareceram?
Não sei, penso que o clube ainda não estava preparado para o grande salto competitivo que deu em 2 épocas. Acredito no projecto do Dinamo e penso que terá com certeza sucesso no futuro.
Porque é que, curiosamente, foram dois jogadores menos conhecidos os únicos a terem algum sucesso na equipa, designadamente o Danny e o Cícero?
Não sei responder a essa questão, estamos a falar de dois excelentes jogadores, daí, eventualmente, ser normal terem sucesso.
Não achas que a ida dos jogadores para a Rússia provou que hoje em dia já quase ninguém joga por amor à camisola?
Hoje em dia o futebol é uma indústria e os jogadores fazendo parte dela também devem ser profissionais e defender as cores que representam.
O que levou à tua saída do Dínamo de Moscovo?
Surgiu na altura uma oportunidade e, na realidade, não me adaptei ao futebol russo nem ao país.
Depois seguiu-se o campeonato espanhol. Como descreves a tua passagem pelo Málaga?
Foi bastante positiva, joguei no melhor campeonato do mundo e isso faz-nos evoluir profissionalmente. Foi uma excelente fase da minha carreira.
O ano passado regressaste a Portugal em Janeiro para jogar no Desportivo das Aves. Houve alguma evolução no nosso futebol em relação à última época em que tinhas jogado cá?
Não notei grandes diferenças, talvez a maior diferença seja o crescimento do Braga.
Tens sido chamado, ultimamente, para a selecção A de Portugal. Esperas ser convocado para o Euro 2008?
Treino diariamente para melhorar enquanto profissional, represento com muito orgulho as cores nacionais, mas essa decisão passará exclusivamente pelo Mister Scolari. Estou sempre totalmente disponível para ajudar o meu país.
Há jogadores que afirmam que Portugal tem condições para vencer o Europeu. Partilhas da mesma opinião?
O que podemos prometer é que vamos dar o nosso melhor e lutar até ao final. Temos um grupo forte mas temos também excelentes jogadores que irão com certeza dar muitas alegrias a todos os portugueses.
Com a ausência do Figo, quem é que se tornou na referência da Selecção Portuguesa?
Penso que temos bastantes jogadores carismáticos no nosso grupo, Cristiano Ronaldo, Ricardo Carvalho, Deco etc.
Alguma vez te sentiste beneficiado ou prejudicado por seres irmão do Maniche?
Nem uma coisa nem outra. Somos jogadores diferentes com qualidade diferentes. Nunca senti nenhuma diferença por ser irmão do Maniche. Tenho muito orgulho na carreira do meu irmão.
Qual a tua referência no mundo do futebol? Porquê?
Roberto Carlos. Por razões óbvias...
Qual o clube, por que passaste, que nutres mais carinho? Porquê?
Ganhei um carinho especial por todos os clubes que passei ao longo da minha carreira, em todos tive momentos bons e momentos menos bons mas todos ficam na memória e no coração porque me ajudaram a evoluir enquanto jogador, mas principalmente enquanto homem.
Há algum treinador que te tenha marcado na carreira?
Não, sempre me dei bem com os meus treinadores, a minha relação com o Mister Pacheco por exemplo é excelente.
Queres continuar a jogar futebol em Portugal ou voltar a emigrar?
Não sei, enquanto profissional temos que estar preparados para todas as eventualidades. Quem sabe...

Álvaro Gonçalves

publicado por Álvaro Gonçalves às 15:55
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